COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM DOENTES CIRÚRGICOS DE RISCO INTERNADOS NA UNIDADE DE CUIDADOS INTERMÉDIOS DO INSTITUTO PORTUGUÊS DE ONCOLOGIA DO PORTO: INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA O PLANEAMENTO DOS CUIDADOS CENTRADOS NO DOENTE

  • Lúcio Lara Santos Experimental Pathology and Therapeutics Group – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal; Surgical Oncology Department – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal; Surgical Intermediate Care Unit – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0002-0521-5655
  • Carolina Castro Experimental Pathology and Therapeutics Group – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal
  • Fátima Santos Surgical Intermediate Care Unit – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal; Department of Anesthesia – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0003-3796-2054
  • Carla Salomé Santos Surgical Intermediate Care Unit – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal
  • Joaquim Reis Surgical Intermediate Care Unit – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal
  • Pedro Antunes Surgical Oncology Department – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal
  • Pedro Carvalho Martins Surgical Oncology Department – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal; Surgical Intermediate Care Unit – Portuguese Institute of Oncology, Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0002-1828-078X

Resumo




Conhecer o perfil do risco de complicações cirúrgicas é crucial para a organização eficiente dos cuidados perioperatórios. O objetivo deste trabalho foi caracterizar o perfil de complicações dos doentes internados e tratados em 2017 e 2018 na unidade de cuidados intermediários de cirurgia (UCI) de nossa instituição. Foram estudados retrospectivamente os processos clínicos de doentes cirúrgicos admitidos na UCI (n = 2017) com elevado risco de complicações, tendo em conta as comorbilidades e a complexidade cirúrgica. Nesse grupo de doentes, ocorreram 832 complicações pós-operatórias. A maioria foi de grau I e II de acordo com a classificação de Clavien-Dindo. As complicações respiratórias, sépticas e cardíacas foram as complicações médicas mais prevalentes. As infecções do local cirúrgico, as deiscências da anastomose e as peritonites foram as complicações cirúrgicas mais frequentes. Nesta série 2,2% dos doentes faleceram. Estes dados apontam para a necessidade de um programa de cuidados perioperatórios organizado, com recursos e que inclua um programa de pré-reabilitação, cuidados intra-operatórios proficientes e uma equipe multidisciplinar na UCI para garantir que o atendimento pós-operatório ao doente cirúrgico de alto risco seja de qualidade.




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Publicado
2022-02-03
Como Citar
LARA SANTOS, Lúcio et al. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM DOENTES CIRÚRGICOS DE RISCO INTERNADOS NA UNIDADE DE CUIDADOS INTERMÉDIOS DO INSTITUTO PORTUGUÊS DE ONCOLOGIA DO PORTO: INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA O PLANEAMENTO DOS CUIDADOS CENTRADOS NO DOENTE. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 51, p. 137-142, feb. 2022. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/939>. Acesso em: 26 june 2022. doi: https://doi.org/10.34635/rpc.939.
Secção
Artigos Originais