O pé diabético com infecção aguda: tratamento no Serviço de Urgência em Portugal

  • José Neves Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • R. Matias Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • A. Formiga Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • J. Cabete Serviço de Dermatologia, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • L. Moniz Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • J. Figueiredo Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal
  • C. Sampaio Serviço de Cirurgia 2.6, Hospital de Santo António dos Capuchos – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal

Resumo

O pé diabético é uma complicação major comum da Diabetes mellitus sendo o cirurgião geral o responsável pelo seu diagnóstico e tratamento. A infecção aguda é uma urgência médico-cirúrgica. Este artigo tem como objectivos orientar o cirurgião no diagnóstico e tratamento do pé diabético infectado no serviço de urgência. Antibioterapia de largo espectro, drenagem/ desbridamento cirúrgico no serviço de urgência, internamento, repouso do membro e apósitos adequados são medidas essenciais para o correcto tratamento do pé diabético com infecção moderada-grave. Os desbridamentos devem, sempre que possível, preservar a estrutura e funcionalidade do pé. A intervenção atempada é essencial para reduzir o número de amputações major, a mortalidade e custo social associados.

Palavras-chave: pé diabético, úlcera pé diabético, infecção aguda de úlcera, pé isquémico, pé neuropático. 

Downloads

Dados de Download não estão ainda disponíveis.

Referências

Gardete Correia L, Luís Boavida JM, Fragoso de Almeida JP, et al. Diabetes: Factos e Números 2012 – Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes (http://www.portugal.gov.pt/media/871173/20130219_relatorioanualdiabetes_2012.pdf, acesso em 15/06/2013)

International Consensus on the Diabetic Foot, Practical Guidelines on the Management and Prevention of the Diabetic Foot 2011 – PRE- VENT AMPUTATION

Shaw JE, Sicree RA, Zimmer PZ. Global estimates of the prevalence of diabetes for 2010 and 2030. Diabetes Res Clin Pract 2010; 87(1):4-14

Rafehi H, El-Osta A, Karagiannis T. Epigenetic mechanisms in the pathogenesis of diabetic foot ulcers. J Diabetes Complications
2012;26(6):554-61

Gupta S, Panda S, Singh S. The etiopathogenesis of the diabetic foot: an unrelenting epidemic Int J Low Extrem Wounds. 2010;1(3):127-31

Lipsky BA. Infectious Problems of the Foot in Diabetic Patients. In Levin and O’Neal’s, The diabetic foot. 7th ed. Philadelphia, Mosby 2008

Lipsky BA, Berendt AR, Cornia PB, et al. Infectious Diseases Society of America clinical practice guideline for the diagnosis and treatment of diabetic foot infections. Clin Infect Dis 2012;54(12):132-73

Armstrong DG, Wrobel JS, Robins MJ. Are diabetes-related wounds and amputations worse than cancer? Int Wound J 2007;(4):286-7

Mendes J, Marques-Costa A, Neves J, et al. Clinical and bacteriological survey of diabetic foot infections in Lisbon. Diabetes Res Clin Pract 2012;15(1):153-61

Cabete J, Moniz L, Pinto M, et al. Caracterização do Perfil microbiológico e de Sensibilidade antimicrobiana dos microrganismos isolados em úlceras diabéticas de doentes de um hospital português. Rev Portuguesa Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular 2011;18(1):53-60

Moues CM, Vos MC, van den Bemd GJ, et al. Bacterial load in relation to vacuum-assisted closure wound therapy: a prospective randomized trial. Wound Repair Regen 2004;(12):11-7

Weed T, Ratliff C, Drake DB. Quantifying bacterial bioburden during negative pressure wound therapy: does the wound VAC enhance
bacterial clearance? Ann Plast Surg 2004(52):276-9

Armstrong, D. Andros G. Use of negative pressure wound therapy to help facilitate limb preservation. Int Wound J 2012; 1 (Suppl. 1):1-7

Lavery LA, Armstrong DG, Peters EJ, et al. Probe-to-bone test for diagnosing diabetic foot osteomyelitis: reliable or relic? Diabetes Care 2007;30:270

Mendes JJ, Neves J. Diabetic Foot Infections: Current Diagnosis and Treatment. The Journal of Diabetic Foot Complications 2012;
4(2):26-45

Coelho J, Clerigué A, Neves J, et al. Análise retrospectiva do protocolo de tratamento utilizado na Consulta Multidisciplinar de Úlcera de Perna do Hospital dos Capuchos no período entre 2002 e 1o semestre 2006. Rev Portuguesa Cirurgia 2008;5:19-24
Como Citar
NEVES, José et al. O pé diabético com infecção aguda: tratamento no Serviço de Urgência em Portugal. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 27, p. 19-36, jan. 2014. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/339>. Acesso em: 23 jul. 2019.
Secção
Passos Técnicos