Invaginação intestinal idiopática no adulto: a propósito de um caso clínico

  • Diana Teixeira Interna Complementar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Marta Martins Interna Complementar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Vítor Costa Assistente Hospitalar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Paula Costa Assistente Hospitalar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Washington Costa Assistente Hospitalar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Carlos S. Costa Assistente Hospitalar Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Carlos Alpoim Assistente Consultor de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães, Portugal
  • Pinto Correia Diretor de Serviço de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar do Alto Ave – Guimarães

Resumo

Introdução: A invaginação intestinal no adulto constitui uma entidade nosológica rara, correspondendo apenas a 5% de todos os casos de invaginação. É responsável por 1% dos casos de oclusão intestinal, sendo que, nos adultos, normalmente tem subjacente uma causa orgânica (11-91% dos casos). Todavia, 8-21% dos casos são idiopáticos.

Caso clínico: Doente, 19 anos, antecedentes de prostatectomia, hernioplastia inguinal, PTA (prótese total da anca) e correção de hidrocelo bilateral, que recorreu ao serviço de urgência por quadro suboclusivo, com 48 horas de evolução, tendo sido internado para tratamento conservador. Em D2, por agravamento de dor abdominal, efetuada TC (tomografia computorizada): “distensão das ansas de delgado, imagem em “pseudo-rim” na região da FID compatível com invaginação ileocecal”. Submetido a hemicolectomia direita, complicada por infeção do local cirúrgico, com alta após 28 dias. O exame histopatológico revelou “áreas de necrose isquémica transmural e inflamação, compatível com invaginação ileocecal, sem lesões de displasia ou malignidade”. Sem registo de complicações no follow-up até aos 3 meses.

Discussão/Conclusão: A invaginação intestinal no adulto é uma causa rara de dor abdominal que deverá ser considerada no diagnóstico diferencial de suboclusão/ oclusão intestinal. Os autores relataram um caso de invaginação ileocecal, sem causa orgânica subjacente, no qual se enfatiza o papel da TC como método de escolha no diagnóstico imagiológico de invaginação no adulto.

Palavras-chave: invaginação intestinal, invaginação ileocecal, oclusão intestinal, diagnóstico, tratamento. 

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Referências

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Como Citar
TEIXEIRA, Diana et al. Invaginação intestinal idiopática no adulto: a propósito de um caso clínico. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 27, p. 107-112, jan. 2014. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/336>. Acesso em: 14 nov. 2019.
Secção
Caso Clínico