Controlo de dano em cirurgia electiva. Fará sentido? A propósito de um caso clínico

  • Pedro Valente Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, Portugal
  • Tatiana Santos Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Portugal
  • Mónica Rocha Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Portugal
  • Rui Neves Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Portugal
  • Sara Serra Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Portugal
  • Jaime Vilaça Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Portugal

Resumo

A cirurgia de controlo de dano é um dos maiores avanços conceptuais na cirurgia dos últimos 20 anos.
A ideia emana da cirurgia de trauma e consiste em abordar o doente instável de uma forma rápida, eficaz e provisória. Propõe-se parar a hemorragia, conter a contaminação e encerrar provisoriamente a ferida operatória. Os procedimentos definitivos ficam adiados para quando o doente estiver equilibrado.
Recentemente o conceito de controlo de dano tem sido alargado a doentes fora do contexto de trauma. Os estudos ainda são escassos e apresentam amostras muito reduzidas, no entanto iniciam um novo conceito no raciocínio cirúrgico.
Como ilustrado no caso clínico apresentado, em cirurgia maior complicada podemos rapidamente cair na tríade letal e, com ela, na mortalidade proibitiva que a acompanha, surgindo a necessidade do reconhecimento deste conceito por parte do cirurgião, sempre associado ao bom senso cirúrgico.

Palavras-chave: Cirurgia de controlo de dano. Cirurgia electiva. Trauma. Tríade Letal. Complicações cirúrgicas. 

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Referências

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Morgan K, Mansker D, Adams DB et al: Not Just for Trauma Patients: Damage Control Laparotomy in Pancreatic Surgery. J Gastrointest Surg 2010 ; 14:768-772
Como Citar
VALENTE, Pedro et al. Controlo de dano em cirurgia electiva. Fará sentido? A propósito de um caso clínico. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 24, p. 83-87, mar. 2013. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/17>. Acesso em: 15 nov. 2019.
Secção
Caso Clínico