Prevenção da Sépsis Pós-esplenectomia: criação de um protocolo de vacinação e educação do doente esplenectomizado.

  • Liliana Almeida Duarte Interna de formação específica de Cirurgia Geral do Serviço de Cirurgia 1 do Centro Hospitalar Tondela-Viseu
  • Helena Duarte Pinho Assistente Graduada do Serviço de Cirurgia 1 do Centro Hospitalar Tondela Viseu
  • Maria Conceição Marques Assistente Graduada do Serviço de Cirurgia 1 do Centro Hospitalar Tondela Viseu
  • Luís Filipe Pinheiro Assistente Graduado Sénior do Serviço Cirurgia 1 do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Director de Serviço

Resumo

A sépsis pós-esplenectomia é uma entidade rara, mas está associada a uma elevada mortalidade, justificando a existência de várias medidas para a sua prevenção, nomeadamente o esquema de vacinação e as estratégias de educação dos doentes. A profilaxia antibiótica permanece não consensual. Para além de serem alvo de discussão e de existirem diferentes guidelines  com recomendações diferentes, ainda se acrescenta o grave problema do seu incumprimento ou desconhecimento pela maioria dos médicos, havendo doentes sem qualquer medida preventiva. No panorama nacional, não existem quaisquer protocolos ou normas de orientação clínica sobre esta entidade, excepto uma referência breve no plano nacional de vacinação. Vimos propor um protocolo de vacinação e de educação para estes doentes.

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Publicado
2014-12-31
Como Citar
DUARTE, Liliana Almeida et al. Prevenção da Sépsis Pós-esplenectomia: criação de um protocolo de vacinação e educação do doente esplenectomizado.. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 31, p. 9-18, dez. 2014. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/361>. Acesso em: 22 nov. 2019.
Secção
Artigos Originais