Hérnia de Amyand

  • Diogo Sousa Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • Andreia Ferreira Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • Ana Cruz Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • Diogo Marinho Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • Miguel Allen Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • Conceição Santinho Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
  • José Augusto Martins Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia

Resumo

 Introdução: A presença do apêndice vermiforme (com ou sem reacção inflamatória) no interior do saco de uma hérnia inguinal é chamada hérnia de Amyand, e é uma ocorrência rara. A sua apresentação clínica não difere das manifestações de qualquer outra hérnia inguinal, complicada ou não, sendo que o diagnóstico é feito intraoperatoriamente, já que a abordagem cirúrgica para correcção da hérnia inguinal não é alterada por esta situação clínica. 

Caso Clínico: Apresentamos o caso de um doente do sexo masculino, 68 anos, internado electivamente por hérnia inguinal bilateral para ser submetido a reparação cirúrgica. O exame físico revelava hérnia inguinal bilateral redutível, sem sinais inflamatórios. Durante a intervenção cirúrgica verificou-se a presença do apêndice vermiforme não inflamado no interior do saco herniário indirecto à direita, compatível com o diagnóstico de hérnia de Amyand. Procedeu-se a apendicectomia e hernioplastia segundo Rutkow e Robbins. O doente teve alta sem complicações ao terceiro dia de pós-operatório.

Conclusão: A hérnia de Amyand é uma patologia rara, em que existe herniação do apêndice vermiforme através da parede abdominal da região inguinal. O diagnóstico é realizado intraoperatoriamente, visto que a abordagem para o seu tratamento é semelhante à de qualquer outra hérnia inguinal. A decisão acerca da apendicectomia na presença de um apêndice saudável é ainda controversa.

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Biografias Autor

Diogo Sousa, Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia

Serviço de Cirurgia - Cirurgia Geral

Andreia Ferreira, Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
Serviço de Cirurgia - Cirurgia Geral
Ana Cruz, Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
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Diogo Marinho, Mestrado em Medicina, Interno do Internato Complementar de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
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Miguel Allen, Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
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Conceição Santinho, Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
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José Augusto Martins, Licenciatura em Medicina, Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano - Serviço de Cirurgia
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Referências

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5. Sadhu J, Samuel V, Kodiatte T, Gaikwad P. Amyand’s Hernia: Case Report – Current Dilemma in Diagnosis and Management in Journal of
Clinical and Diagnostic Research. 2015; Feb, vol-9(2): 3-4
Publicado
2016-06-30
Como Citar
SOUSA, Diogo et al. Hérnia de Amyand. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 37, p. 29 - 32, jun. 2016. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/445>. Acesso em: 21 maio 2019.
Secção
Caso Clínico