CÉLULAS TUMORAIS CIRCULANTES: CONTRIBUIÇÃO PORTUGUESA PARA A MEDICINA DE PRECISÃO

  • Adriana Carneiro Experimental Pathology and Therapeutics Group, IPO Porto Research Center (CI-IPOP), Portuguese Oncology Institute of Porto (IPO Porto), Porto, Portugal; Medical Devices research group, INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, Braga, Portugal; Faculty of Pharmacy, University of Coimbra, Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0003-1905-6250
  • Paulina Piairo Medical Devices research group, INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, Braga, Portugal http://orcid.org/0000-0003-1905-671X
  • Lorena Diéguez Medical Devices research group, INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, Braga, Portugal http://orcid.org/0000-0003-3695-6963
  • Luís Lima Experimental Pathology and Therapeutics Group, IPO Porto Research Center (CI-IPOP), Portuguese Oncology Institute of Porto (IPO Porto), Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0001-8152-9237

Resumo

No contexto do cancro, a biopsia líquida é uma metodologia que se baseia na captura e análise de material de origem tumoral, tal como células tumorais circulantes (CTCs), ácidos nucleicos e vesiculas extracelulares, que se encontram em circulação no sangue de doentes com cancro, ou até mesmo noutros fluídos corporais. As CTCs são libertadas pelo tumor ou por lesões metastáticas, permitindo a obtenção de informação em tempo real sobre a biologia do cancro, conferindo-lhes um grande potencial para se tornarem biomarcadores úteis para o diagnóstico, gestão e prognóstico do cancro. Nos últimos anos, várias metodologias têm sido desenvolvidas com vista à captura eficiente destas células. Em particular as metodologias baseadas em microfluídica têm merecido especial atenção, uma vez que permitem obter elevada sensibilidade e pureza a baixo custo. Neste artigo, discutimos o grande impacto que as CTCs podem ter, não apenas na oncologia clínica, mas em última instância na medicina personalizada salientando as vantagens que as destacam comparativamente a outros biomarcadores circulantes. Temos, ainda, em consideração as suas principais limitações e atuais desafios à sua implementação na clínica.

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Publicado
2020-07-02
Como Citar
CARNEIRO, Adriana et al. CÉLULAS TUMORAIS CIRCULANTES: CONTRIBUIÇÃO PORTUGUESA PARA A MEDICINA DE PRECISÃO. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 47, p. 23-29, july 2020. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/806>. Acesso em: 01 dec. 2020. doi: https://doi.org/10.34635/rpc.806.
Secção
Editoriais