EGIST GIGANTE DO MESOCÓLON TRANSVERSO: APRESENTAÇÃO DE CASO CLÍNICO

  • Daniel Filipe Martins Jordão Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral – Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0001-7632-0287
  • Rui Martins Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral – Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0001-7973-0986
  • João Santos Pereira Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral – Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal
  • Henrique Ferrão Assistente Hospitalar Graduado Sénior de Cirurgia Geral, Serviço de Cirurgia Geral – Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal
  • Isabel Cristina Ferrão Assistente Hospitalar Graduado Sénior de Cirurgia Geral e Directora de Serviço, Serviço de Cirurgia Geral – Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal

Resumo

Os Tumores do Estroma Gastro-Intestinal (GIST) são tumores raros do tracto gastro-intestinal. Menos de 5% destes não estão associados ao tracto gastro-intestinal, sendo definidos por EGISTs. Os EGISTs do mesocólon são extremamente raros, com apenas alguns casos descritos na literatura. Apresentamos o caso de uma doente de 82 anos com quadro de náuseas e vómitos com 1 mês de evolução, tendo realizado ecografia e TC que mostrou “observa-se uma volumosa formação tumoral, em grande parte quística, com significativa toma de contraste nas áreas sólidas, que mede cerca de 16,8x11,2 cm. Esta formação é aparentemente independente da cauda do pâncreas, estando na provável dependência da parede gástrica...”, realizou eco-endoscopia com PAAF que foi inconclusiva. Foi submetida a laparotomia exploradora com gastrectomia atípica e excisão parcial do folheto anterior do mesocólon transverso e omentectomia em bloco com o tumor. A anatomia patológica revelou “Tumor do estroma extragastrointestinal maligno, do tipo epitelioide. pT4N0”. Por vontade da doente não foi realizada terapêutica adjuvante. Apesar de raros, os GISTs são os tumores mesenquimatosos mais comuns do tracto gastro-intestinal, no entanto EGISTs do mesocólon são extremamente raros. Contrariamente ao que acontece nos GISTs, a patogénese, incidência e prognóstico não estão completamente estabelecidos para os EGISTs uma vez que poucos casos estão descritos. Apresentamos uma breve revisão sobre o diagnóstico e abordagem terapêutica nestes casos.

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Publicado
2021-08-09
Como Citar
MARTINS JORDÃO, Daniel Filipe et al. EGIST GIGANTE DO MESOCÓLON TRANSVERSO: APRESENTAÇÃO DE CASO CLÍNICO. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 50, p. 69-74, aug. 2021. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/709>. Acesso em: 23 sep. 2021. doi: https://doi.org/10.34635/rpc.709.
Secção
Caso Clínico