Radioterapia intraoperatória e neoplasia da mama

  • Paula Alves Serviço de Radioterapia, Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Portugal

Resumo

Introdução: A administração de radioterapia em dose única e elevada, durante o acto operatório (IORT) tem vindo a ganhar novos adeptos na comunidade médica, particularmente no carcinoma da mama, em estádio inicial, a merecer, segundo os protocolos em vigor, terapêutica conservadora.

Métodos: Faz-se uma abordagem sucinta à IORT, mencionando as vantagens e desvantagens habitualmente apontadas à sua utilização e referem-se as diversas técnicas existentes para a realização de IORT. Abordam-se os estudos mais relevantes em curso, particularmente os que comparam IORT com radioterapia externa, utilizando fraccionamento convencional (RTX), em neoplasia da mama em estádio inicial.

Resultados: Existem diversas técnicas de IORT ainda não suficientemente validadas e a necessitar análises de eficácia e efectividade. As guide-lines publicadas para a irradiação acelerada parcial da mama (accelerated partial breast irradiation – APBI) parecem poder ser aplicáveis à IORT.

Conclusões: A IORT parece ser uma modalidade de radioterapia de fácil adesão, com uma logística simples e um racional interessante. Necessita ainda, no que diz respeito às tecnologias mais recentes, de mais estudos para a sua validação.

Palavras-chave: neoplasia da mama, radioterapia intra-operatória, irradiação acelerada parcial da mama. 

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Como Citar
ALVES, Paula. Radioterapia intraoperatória e neoplasia da mama. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 27, p. 95-98, jan. 2014. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/335>. Acesso em: 22 nov. 2019.
Secção
Caderno Especial