Acção anti-cancerígena da Quercetina no Carcinoma Hepatocelular: o papel do GLUT-1

  • A. F. Brito Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;
  • M. Ribeiro Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra;
  • A. M. Abrantes Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;
  • A. C. Gonçalves Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Biologia Molecular Aplicada, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
  • A. B. Sarmento-Ribeiro Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Biologia Molecular Aplicada, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
  • J. G. Tralhão Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Serviço de Cirurgia, Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • M. F. Botelho Unidade de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;

Resumo

O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é um dos cancros mais letais, com uma crescente incidência em diversas regiões por todo o mundo. Sem tratamento específico, o prognóstico é muito pobre e a sobrevida diminuta. A terapia mais eficaz consiste no transplante hepático e na ressecção cirúrgica, no entanto, e uma vez que apenas 15% dos doentes são candidatos a tratamento cirúrgico, torna-se urgente a procura de novas opções terapêuticas para este tipo de tumor.

Alguns estudos demonstraram que a expressão do transportador de glucose-1 (GLUT-1) pode estar alterada neste tipo de tumor. Um estudo recente demonstrou que a supressão da expressão de GLUT-1, recorrendo a siRNA (small interfering RNA) conseguiu reduzir significativamente a tumorigénese em culturas celulares de CHC, sugerindo que o GLUT-1 pode ser um alvo terapêutico para este tipo de tumor altamente agressivo.

Assim, o objectivo deste trabalho experimental foi avaliar o efeito anti-cancerígeno da quercetina, um possível inibidor do GLUT-1, numa linha celular humana de CHC (HepG2, ATCC), assim como avaliar o seu efeito na captação de 18F-FDG, um análogo da glucose radiomarcado com Flúor-18.
Com os resultados obtidos verificou-se que a quercetina possui a capacidade de inibir a proliferação da linha celular em estudo e, para além disso, parece ter influência na captação de 18F-FDG já que conseguiu diminuir a percentagem de captação do radiofármaco nesta linha celular. No entanto, através da técnica de citometria de fluxo verificou-se que as células permanecem viáveis, e que este composto não inibe a expressão proteica do GLUT-1. Estes resultados indicam que a quercetina inibe este transportador de glucose quanto à função, mas não quanto à expressão.

Palavras-chave: Quercetina, Carcinoma Hepatocelular, GLUT-1 

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Como Citar
BRITO, A. F. et al. Acção anti-cancerígena da Quercetina no Carcinoma Hepatocelular: o papel do GLUT-1. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 25, p. 23-30, jan. 2014. ISSN 2183-1165. Disponível em: <https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/310>. Acesso em: 11 nov. 2019.
Secção
Artigos Originais